Tv Planalto Ao Vivo

quinta-feira, 24 de março de 2016

Uesb: Estudantes de jornalismo protestam contra corte de verbas e demissões

 
Foto BRG
Estudantes do Curso de Comunicação Social da Uesb realizaram uma mobilização na porta da reitoria da universidade contra a política de corte de gastos imposta pelo Governo do Estado. Durante o ato, os estudantes leram uma Nota de Repúdio contra a ação do governo, que obrigou a demissão de prestadores de serviços e a realização de novas contratações. Os estudantes denunciam que os estagiários estão sendo usados com “tapa-buraco” para a falta de servidores efetivos, “quando na verdade, deveriam haver políticas públicas efetivas de assistência, permanência, pesquisa e extensão”. Eles apontam ainda que professores substitutos não estão podendo ser contratados ou recontratados e que funcionários do Laboratório de Telejornalismo estão sendo demitidos, o que impossibilita o funcionamento da realização de aulas. “Desde 2013, o Governo Estadual do PT vem orquestrando uma série de ataques no setor da educação pública e sucateando gradativamente as universidades estaduais da Bahia. O governador Rui Costa quando contem gastos à custa de retirar direito da classe trabalhadora”. BRG Confira a Nota de Repúdio:NOTA DE REPÚDIO DO CENTRO ACADÊMICO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL – JORNALISMO
Nós, estudantes do curso de Comunicação Social – Jornalismo e membros da atual gestão do centro acadêmico Gregório de Matos, Vladimir Herzog, viemos repudiar e expor à comunidade acadêmica, a real situação de nosso curso.
Desde 2013, o governo do estado da Bahia (PT), vem orquestrando uma série de ataques no setor da educação pública e sucateando gradativamente as Universidades Estaduais da Bahia. Em 2015, no primeiro semestre do ano, uma greve docente culminou na UESB, UESC, UEFS e UNEB como resposta ao processo de desmonte da educação pública. O governador Rui Costa mostra claramente de qual lado está quando contém gastos às custas da retirada de direitos da classe trabalhadora e transfere recursos para as mãos de banqueiros, empresários e capital estrangeiro.

Como reflexo deste processo na universidade, podemos citar os atrasos em bolsas de monitoria, a insuficiência nos auxílios de assistência e permanência estudantil que respeitam uma lógica meritocrática e excludente. Além disso, os estágios de área e da Gerência de Recursos Humanos da UESB (GRH), que cumprem o papel de “tapa-buraco” do (in)funcionalismo público em colocar estudantes para cumprir funções administrativas aproveitando-se da necessidade financeira do discente, quando na verdade, deveriam haver políticas públicas efetivas de assistência, permanência, pesquisa e extensão para a formação de um cientista social disposto a contribuir com a sociedade. Tais estudantes, por não terem outra opção de subsistência, aceitam estas vagas de estágios que outrora deveriam ser vagas de técnico-administrativos. O governo se recusa a abrir concursos públicos para o preenchimento dessas vagas. A justificativa é de que isso geraria custos ao Estado com o crescimento na folha de pessoal, prova da sua concepção mercantil da educação. Somos contra!
No curso de Comunicação Social isso ocasiona na não contratação e recontratação de professores substitutos, que exercem um papel importante na formação acadêmica dos discentes. Tal situação gera transtornos e dificuldades no desenvolvimento das atividades de área, prejudicando o aprendizado dos estudantes. Além disso, percebemos o desprezo, a má vontade e a desvalorização do governo do estado para com tais profissionais, ao deixar de lado uma questão tão importante.
O processo de desvalorização não para por aí. Trabalhadores contratados como prestadores de serviço, além de serem super explorados, sem garantia de direitos trabalhistas, também vêm sendo alvo das maldades de Rui Costa. Só na primeira ordem de demissão vinda da reitoria, uma grande e expressiva quantidade de prestadores de serviço foi demitida. O curso de Comunicação Social, já com um quadro de trabalhadores bem escasso, teve que demitir um funcionário do Laboratório de Telejornalismo. Mas o ataque não parou por aí, novamente surgiu outra ordem de demissão em massa na universidade e querem que aceitemos mais duas demissões. Sem esses trabalhadores não é possível continuar as atividades do Laboratório de Telejornalismo.
A reitoria da UESB é omissa e aplica sem qualquer receio a política de contingenciamento do governo Rui Costa. Nós, Vladimir Herzog, gestão de centro acadêmico, estudantes do curso de Comunicação, vamos dizer não a este retrocesso.
– Pela recontratação de professores substitutos
– Pela abertura de concursos públicos para a ampliação de professores, servidores e tecnico-administrativos
– Pelo fim do sucateamento das universidades estaduais públicas
– Pelo fim do processo de precarização da educação
– Pelo fim do investimento de dinheiro público na educação privada
– Por políticas efetivas de assistência e permanência estudantil
– Pela valorização do trabalho docente
– Por uma educação emancipadora
– Pelos direitos da classe trabalhadora
Centro Acadêmico de Comunicação Social
Gestão Vladimir Herzog
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, 23 de março de 2016

Nenhum comentário:

Postar um comentário